segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Quem é Ieshua?

Vamos responder primeiro dizendo quem ele não é. Ele não é um deus, nem uma manifestação de D’us, nem é parte de uma trindade. Ele não anulou a lei e não fundou nenhuma igreja. Ieshua não é o nome de Jesus em hebraico como alguns afirmam. Ieshua é uma pessoa e o Jesus romano é um mito criado pelo sistema religioso romano. Então, Ieshua não é o Jesus romano.

Porém, Ieshua também não é o que os historiadores dizem dele, pois tiram conclusões baseadas nos costumes da época, mas sem considerar o fato de ele ter cumprido a primeira vinda de Mashiach ben Yossef.

Porém, onde vamos encontrar algo para definir quem Ieshua realmente é? Em primeiro lugar, nas profecias do Tanach referentes ao Mashiach ben Yossef, o servo sofredor. Segundo, na literatura judaica, em especial no Zohar, o qual tem revelações que trazem a tona uma visão espiritual e precisa do Mashiach ben Yossef. Em terceiro, nos ensinamentos não adulterados de Ieshua e seus discípulos. Com estes recursos vamos descobrir quem Ieshua realmente é, qual os seus ensinamentos, a razão da sua ocultação após a sua morte e porque a sua história foi profanada pelos sistema religioso romano.

Ieshua foi criado pelo Eterno, e em um sentido mais profundo, é uma alma que saiu da cabeça de Adam Kadmon. Diferente de nós, foi criado antes de Adam Rishon (o primeiro Adão terreno). Veio como um judeu, nascido de pai e mãe judeus, através de uma concepção natural e não da forma mitológica por intervenção angelical como o sistema religioso romano quis transmitir. Ele viveu como judeu, fez a circuncisão, foi resgatado como todo primogênito, e seguiu a Torah e as demais tradições estabelecidas pelos sábios do povo judeu. Veio como Mashiach ben Yossef para oferecer uma expiação pelas almas da Casa de Israel, das 10 tribos do norte que se dispersaram. Foi morto, como outros judeus, pelas mãos dos romanos através da execução no madeiro. Ele, na qualidade de um Tsadik foi um mártir, e o seu mérito serve para ajudar as pessoas que se conectam ao seu testemunho, a fim de que façam teshuvá, retornando ao Eterno e a Torah. Seu corpo foi colocado inicialmente em uma sepultura de um homem rico, mas depois foi levado e enterrado em outro lugar e hoje se encontra enterrado perto de Tsfat (Safed, perto da Galiléia) e será o primeiro a ressuscitar dentre o povo judeu, logo antes da era messiânica para lutar as guerras de Israel e reinar, e então será chamado Mashiach ben David e terá um novo nome. Antes disto a religião de Edom desabará, e se dissolverá pelas mãos do Eterno.

Certamente a descoberta de que Ieshua não ressuscitou naquele momento, mas ressuscitará depois e outros acontecimentos dissolverá os dogmas cristãos e desfará as teses do Concílio de Nicéia que é a base do sistema religioso romano. O mais interessante é que quando a sepultura de Ieshua é mencionada, ela é contada como a de um justo (Tsadik) entre o povo judeu como lemos em Sha’ar Haguilgulim (introdução 37), do Rabino Isaac Luria (Arizal). O relato de Isaac Luria se refere ao “Local dos Sepulcros dos Justos (Tsadikim)” e entre eles a descrição da sepultura de Ieshua com as seguintes palavras:
“Ao norte de Safed (Tsfat), saindo de Safed para o lado norte, indo em direção à vila de Ein Zeitun, passando por uma árvore de Alfarroba (alfarrobeira), está enterrado Ieshua, o Netsarim. E ali existem dois caminhos, o da direita vai para Ein Zeitun e o da esquerda vai para Carel (nome de um regato), que já mencionamos. No meio destes dois caminhos existe um grande vale de oliveiras e ao norte deste vale existe um regato de água corrente que desce de um poço chamado Gafer, localizado entre Safed e Ein Zeitun. Ali existe uma ponte sob a qual corre a água deste regato. O regato continua e desce para o lado norte do vale mencionado”.

Após o seu martírio, seus seguidores foram guiados por Yaakov (conhecido como Tiago ou James no ocidente), um dos seus irmãos, o qual era considerado um tsadik (justo) pelos judeus da época. Houve uma perseguição inicial, mas logo o movimento se tornou mais um seguimento do judaísmo com sinagogas espalhadas pelas terras de Israel. Os ensinamentos de Ieshua e sua verdadeira história, foram codificadas pelos seus últimos seguidores, os quais ocultaram o fato de terem o testemunho de Ieshua. Estes pessoas se tornaram anônimas e o segredo que reside em suas palavras só podem ser revelados para as almas que o Eterno conceder o entendimento. Neste tempo a revelação está sendo dada apenas para aqueles (almas da Casa de Israel que estavam desligadas da corrente de gerações do povo judeu e uma porção das nações, composta de pessoas das nações que buscam com sinceridade ao Eterno) as quais, o Eterno está abrindo os olhos e os ouvidos para entenderem, a fim de que façam teshuvá e retornem a Ele, a Torah e ao Judaísmo, através da conexão que estas pessoas fizeram com Mashiach ben Yossef. Um êxodo de Edom, a “grande mistura de gentes” semelhante a que saiu do Egito.

Na outra história surgiu entre as nações as seitas cristãs que originaram o sistema religioso romano, Edom, que inaugura a “noite” da história quando, segundo Ieshua, ninguém será capaz de trabalhar. No Concílio Ecumênico de Nicéia prevalece a tese da seita que tinha mais adeptos e maior influência política, que ficou conhecida como “ortodoxia cristã”. Um pouco mais de 30 anos depois, a história de Ieshua é colocada em uma kelipá (casca de impureza) e através dos escritos do que ficaria conhecido como Novo Testamento, surge o “príncipe deste mundo”, o qual Ieshua disse através de profecia, que não tinha nada dele.

Surge então o cristianismo através de não judeus, que misturando a história de Ieshua com a filosofia grega e a cultura das nações, criaram uma religião híbrida através da maior estratégia do helenismo, o sincretismo religioso. Tudo isto recheado pelo espírito antissemita que Roma nutria contra Israel. Uma religião que permanecerá durante toda a “noite” da história, até que surgem os primeiros raios de luz, anunciando a era messiânica. Então a kelipá criada por este sistema religioso será rompida nos últimos dias, quando toda impureza for retirada da Terra, como aprendemos no Tanach, e então o conhecimento do Eterno encherá a Terra como as águas enchem o mar. Virá então o Mashiach, marcando o retorno do Mashiach ben Yossef e reinará. Ieshua ressuscitará primeiro e então todas as almas judias, como o Eterno prometeu através dos Seus profetas. Neste tempo as pessoas de todas as nações pegarão na orla das vestes de um Judeu, e o seguirão para aprender a Torah, pois o ensino da Palavra do Eterno e da Torah especificamente, sairão de Jerusalém e de Tsion. E não se fará mais menção a Roma, pois nesta época será dia e mesmo que o choro tenha durado uma noite (reino de Edom), a alegria virá pela manhã (era messiânica). (referências no Tanach: Yeshayahu “Isaías” 11:9 e 2:2,3, Zechariah “Zacarias” 8:23, Tehilim “Salmos” 30:5).

Mas a revelação do Mashiach só ocorrerá quando Edom desabar, quando o sistema religioso romano falir. Dentro da Kelipa de Roma, aqueles que se localizaram na kelipá nogá, e se conectaram com a faísca de luz e santidade conseguiram sair da Kelipá. Mas o próprio Mashiach ben Yossef, cuja história foi usada e distorcida pelo sistema religioso romano, libertará a faísca de luz e santidade e todo o império religioso romano desmoronará. Isto acontecerá no tempo determinado e pela intervenção Divina.

Obs.: O texto que fala que o Justo (Tsadik) não verá a corrupção refere-se ao fato de que o Tsadik ao morrer não precisa esperar que o seu corpo físico seja comido pelos vermes, a fim de ascender ao Paraíso Superior, como acontece com aqueles que são merecedores do Paraíso, mas não são considerados um Tsadik. Estas pessoas ficam no paraíso inferior até que os seus corpos sejam consumidos pelos vermes e só então ascendem ao Paraíso Superior.

Marcos Andrade Abrão

quarta-feira, 20 de maio de 2015

O Livro está na fase final de revisão!

O Livro com os ensinamentos não adulterados de IESHUA e seus Discípulos está na fase final de revisão. Abaixo um texto inicial sobre o Livro:

Palavras não adulteradas de Ieshua e seus discípulos estão mais próximas da cultura rabínica que não o aceita como Messias, do que com o cristianismo. A imagem do JC, o mito criado por Roma, é incompatível com Ieshua, o Mashiach ben Yossef. Para os verdadeiros seguidores de Ieshua, cujo líder era Yaakov (Thiago), a adoração ao messias seria considerada uma prática de idolatria e as teses de desprezo da Torah, uma completa apostasia. As teses principais do cristianismo seriam combatidas veementemente pelo próprio Messias ou qualquer um dos seus verdadeiros discípulos.

É preciso redefinir a função como Mashiach ben Yossef segundo os ensinamentos não corrompidos, entendendo o propósito pelo qual ele foi enviado e fazer uma demarcação clara entre Ieshua, o ungido que foi enviado pelo Eterno, e o Jesus romano, o deus filho, que se tornou o ícone do cristianismo.

Ieshua foi criado pelo Eterno e respeitou o conceito fundamental do Judaísmo, a UNIDADE DO ETERNO. Jesus foi criado por Roma, que usou fragmentos da história de Ieshua e misturou com a mitologia das culturas pagãs, a fim de criar um mito, um novo deus para o império romano, que através da religião socorresse o reino de Edom (Roma) que já dava sinais de declínio.

Não existem pontes entre o personagem Ieshua e o mito romano, o deus do cristianismo. O próprio conceito de deus filho fere os fundamentos da instrução Divina que o Eterno deu ao povo judeu, como um legado que guiará todas as nações no fim dos dias. Só o Eterno é D’us e não existe outro que possa se assemelhar a Ele. Ieshua veio para cumprir a árdua missão de Mashiach ben Yossef, a fim de resgatar os judeus das 10 tribos do norte que se misturaram com as nações e foram quebrados da corrente de gerações do povo judeu.

Neste processo, muitas pessoas das nações estão entrando em contato com este conhecimento e se afastando da cultura religiosa cristã, retornando assim à cultura Judaica, como lemos no livro dos profetas, em especial em Yeshayahu “Isaías” 2:2,3.

Ieshua não veio para ser um deus, ou para fundar uma religião e muito menos para criar uma igreja. Tudo isto faz parte de conceitos que surgiram das adulterações dos seus ensinamentos. Ieshua veio para abrir uma porta para almas que, embora estejam nascendo em lares não judaicos sob o engano da idolatria, possam voltar ao Eterno e ter a sua Torah (Leis) como o referencial de suas vidas. Neste contexto, as pessoas voltarão a buscar os sábios do povo judeu para aprenderem sobre os caminhos do Eterno, como lemos em Zehariá “Zacarias” 8:23.

Marcos Andrade Abrão